segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Ahhh....Raduan....


Não tente mais me contaminar com a tua febre,
me inserir no teu contexto,
me pregar tuas certezas,
tuas convicções e outros remoinhos
virulentos que te agitam a cabeça.
Pouco se me dá,
se mudam a mão de trânsito,
as pedras do calçamento
ou o nome da minha rua,
afinal,
já cheguei a um acordo perfeito com o mundo:
em troca do seu barulho,
dou-lhe o meu silêncio.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Ontem...

Ontem foi um dia produtivo. Fui na minha terapeuta, pois estou meio necessitada. Foi ótimo! Sempre é! Como sempre, Mi me fez enxergar algumas coisas que estavam nubladas pelo meu emocional exacerbado e me fez tomar as rédeas da minha vida ( de novo!). Enfim...cheguei em casa bem aliviada e disposta a realizar algumas mudanças significativas ( pelo menos para mim ) em meu modo de agir e de me relacionar com o meio. Na verdade, algumas coisas fantásticas acontecem de vez em quando na minha vida. Estava passando pela sala de jantar, quando reparei que a estante de livros comunitária ( porque tenho uma só minha) estava com a porta aberta. Fui fechá-la quando me deparo com um livro que comprei para minha querida mãe há um tempo atrás. O livro se chama "COMER, REZAR, AMAR", de uma escritora americana, de 36 anos, chamada Elizabeth Gilbert, ou, mais precisamente, Liz Gilbert. Minha mãe nem chegou a ler o livro até o fim. Mas o fato é que eu senti uma leve intuição de que deveria ler. E foi o que fiz. O mais interessante é que o livro conta a história de Liz em uma viagem de autoconhecimento, prazeres e espiritualidade por 3 países: Itália, Índia e Indonésia. Em cada um dos três, ela está em busca de algo específico. A história é ótima e estou profundamente apaixonada pelo livro. Veio até mim no momento exato. Mas o que me chama mais atenção, além de Liz ser uma puta escritora, é que ela é muito parecida comigo. Ou melhor, a vida dela, em alguns setores, é muito parecida com a minha. Teve um casamento fracassado, é emocionalmente desesperada, se apaixona perdidamente em uma única noite, escolhe mal, acredita demais, se entrega demais, é depressiva, toma remédios ( ou tomava!...), enfim...e no final, sempre se dá mal. Mas ainda não acabei de ler...ainda estou "comendo" o livro na Itália...falta "rezá-lo" e "amá-lo" ( amar mais, pois já estou amando). E, com certeza, ela vai conseguir se dar bem.
Bem, disse isso tudo para confirmar a minha teoria sobre mim:
Tenho um problema meio sério no setor dos relacionamentos amorosos, uma coisa meio tipo: "Sorte no jogo, azar no amor", entende? O foda é que nem no jogo tenho sorte. Em face disto, comecei a liberar minha mente da ansiedade noturna ( diurna e vespertina também!) aff, por que tenho que ser geminiana? Continuando: como não tenho muita sorte nos relacionamentos, Deus me deu o dom de ter sorte nos livros. Me dou mal com homens, mas me dou bem com livros! Não é o máximo? Não. Nem tanto, eu sei. Mas pelo menos é um consolo. Ao invés de perder tempo pensando, matutando, sofrendo por algum sentimento não correspondido, eu caio de cabeça em alguma história deliciosa e envolvente. Fico encantada durante um tempo. Rio, sofro, choro, suspiro e fico mais culta! Ê coisa boa! E não preciso esperar reciprocidade, pois ela já está lá embutida.
Ai, cansei...tenho muito mais pra falar, mas ainda não acabei de ler o livro. Tô com fome já. Vou lá acabar de "comê-lo" e depois venho fazer mais anotações.
Minha vida amorosa tá uma merda. Mas tô amando do jeito que tá. Tá bem, nem tanto.
Não tenho mais certeza de nada na minha vida. A única certeza que tenho é que quero comer pizza em Nápoles!!!! E aprender italiano!!! Va benne...

sexta-feira, janeiro 22, 2010

reflexoes sem pontuacao

Nem tudo se parece comigo
por isso eu me abrigo
nos seus meios e cabelos
nao me importo sde nao tenho acentos
tenho um teclado capenga
e uma cabeca cheia de ideias....
se voce nao concorda comigo
entao ja era
agora eu to aqui contigo
e meu destino so deus sabe....
vou acabar de beber e sair pra distrair...
por hoje e so....

quinta-feira, janeiro 21, 2010

é assim que me sinto agora


Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down...

E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down...

quarta-feira, janeiro 13, 2010

O que...


Deve ser alguma coisa que sobra que se envaidece que se esquece. Deve ser algo que murcha que derruba que enruga. Deve ter algo de vazio de arredio de sombrio. Talvez um arrepio um suspiro um desvario. Essa minha insensatez ainda acaba comigo. Chega da mesma forma com que se vai. E sempre saio ferida.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

2010!


E é isso, gente. 2010 chegou. Tá aqui já. E o que faremos? Seremos os mesmos e continuaremos vivendo como os nossos pais? Ou faremos algo para, realmente mudar alguma coisa? Vamos levantar a bunda da cadeira e começar a nos mexer. A faxina não vai ser fácil. Bom ano novo para todo mundo. E muito discernimento e compreensão.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

conclusões de bem estar


Se espias nas pias nas cozinhas nos cestos incessantes não me venhas com correntes nem amarras não me sentes não sou tua nem de ninguém não me afobes não te pertenço sou só minha e nem me sei vago sozinha porque assim eu me sinto muito bem.
E se você não me quer...
tudo bem.

terça-feira, dezembro 29, 2009

Sobrevivência


Até o último segundo
Eu respiro.
Inspiro.
Senão eu piro.

Como uma pira

Cheia de ira

Cheia de mágoa.

Me jogam um balde d'água

No amor.

Te matei
Dentro de mim.

E sobrevivi.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

exatamente isso


Saudade eu tenho do que não nos coube.
Lamento apenas o desconhecimento
daquilo que não deu tempo de repartir,
você não saboreou meu suor,
eu não lhe provei as lágrimas.
É no líquido que somos desvendados.
No gosto das coisas o amor se reconhece.
O meu pior e o seu melhor, ficaram sem ser apresentados.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Equilíbrio




Não deixo.
No meu eixo
Só eu mexo.

quarta-feira, outubro 28, 2009

depois da tempestade






...Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu tentarei te consertar...

domingo, outubro 04, 2009

Eu sou um Deus Dourado!!!

E começo com uma frase do filme, que revi agorinha, Quase Famosos, que amo.
A Frase, diga-se de passagem, é de Robert Plant ( se não me falha a memória ) e foi usada pelo personagem Russel, o guitarrista da banda, no filme.
Realmente adoro esse filme, pois me faz sentir saudades de uma época que não vivi, e que pra mim, foi a melhor, os anos 70.
Musicalmente falando, artisticamente falando e tudo o mais.
É lindo e me dá tristeza também toda vez que vejo o filme e ouço suas músicas.
Fazendo uma comparação então com os dias de hoje, ai que fodaaaa!...
mas é assim....
Tô meio sem saco pra continuar escrevendo e também não tô conseguindo colocar a foto que achei do filme. Depois coloco.


Usei até essa fonte que lembra letra de máquina datilográfica e consequentemente, lembra anos 70. HÁ!...

sexta-feira, setembro 25, 2009

Eu que não fumo nem 1 cigarro...

...eu que não amo você...

segunda-feira, setembro 14, 2009

Reticências

E é só sabendo que se sabe.
No momento é aprazível o vento
No desalento da caneta que borra o papel.
Na tentativa de escrever algo que seja útil.
Ou pelo menos humano.
Mas agora já foi.
A tinta se esvaiu.
Em sangue.
...

terça-feira, setembro 01, 2009

Assim que o dia amanheceu...


Eu pude ver o quanto a noite foi escura
e o quanto as pessoas se enchem dela
Que algumas adoecem eternamente e não se desligam de suas egocentricidades.
Que o ser humano é bom, mas nem tanto. ( pelo menos alguns...)
Que, tudo bem, deixa pra lá, mas isso não está certo.
Que agora eu luto com unhas, dentes e corpo inteiro.
Que sou uma leoa com meus filhotes
E não venha me perturbar
pois minha paciência é curta
mas tenho tempo demais pra mostrar meus pontos de vista.
( agora, sim, eu tenho!)
Que apesar de você, amanhã há de ser outro dia

E bem melhor
Pois você não pode me dominar mais.
O dia amanheceu, meu bem.
O MEU dia.

segunda-feira, julho 27, 2009

Arrumando as malas


De repente, me peguei pensando no que essa expressão ( aparentemente normal ) representa em minha vida.Durante minha estadia aqui ( e ainda hoje! ) vivo arrumando as malas. Arrumo as malas pra viajar, pra me mudar, pra me livrar de tudo que não me serve mais. Dentro das malas, ás vezes, cabe tudo. No mais, quase nada. Quando pequena, vivia arrumando malas ( literalmente!!! ). Era um corre-corre, um pega-pega, um chora-chora, um trauma-trauma. Na verdade, essas tais malas da infância continuam arrumadas aqui dentro. Eram muitas, mas já estou conseguindo tirar de dentro delas tudo que não me faz bem e deixá-las abertas pro que é verdadeiramente bom. Graças a Mi! Vivaaaaa!!!!
Mas, bem, no decorrer do processo traumático-evolutivo da minha vida, parece que sempre estou pronta pra ir embora, ou melhor, pronta pra "arrumar as malas".
Arrumo e desarrumo.
Arrumei minhas malas quando me rebelei. Quando achei que a vida se resumia a ser hippie, cantar músicas de Janis, tomar cachaça com mel, pegar carona adoidado e cultivar ( ou acreditar ) em algumas amizades. Desarrumei percebendo que ainda sou hippie ( tá na alma!), ainda canto músicas de janis e cia. Mas vejo o pôr do sol. Cuido da minha saúde, continuo lendo muito e percebendo mais ainda. E carona, só na calda do cometa pra ver a Via Láctea, estrada tão bonita! rs...
Arrumei as malas quando encontrei o amor. E foi tão mágico, tão puro, tão quente, tão intenso, que coloquei-me toda na mala e fui. Fiquei, durante muitos anos, nesse estado febril de apaixonamento. Ai, que saudade que dá. Mas os resquícios da mala da infância ainda pipocavam dentro de mim e se misturaram com as da nova mala e houve colisão. Não fui feliz. Não soube fazer quem amava? feliz. Uma pena. A gente combinava tanto. Se amava tanto. Se desejava tanto . ( e como!!!). É. Uma pena. Mas, desarrumei a mala, quando percebi que já não nos conhecíamos mais, quando o encanto se desfez. Mas essa é um tipo de mala que não irei conseguir arrumar de novo ( pelo menos agora eu vejo assim ), pois eu não quero outra mala. Queria essa mala arrumadinha do jeitinho que era e sempre foi. O encanto acabou. Tive que arrumar a mala à força, pois tava muito pesada. Sentei em cima. Boa pra frente.
Daqui a pouco começo a arrumar uma mala parecida, ou melhor, quem sabe? A vida é assim. Mas que seja mais leve, ó Deus! Não será igual, nada é igual. Mas pode ser que seja uma mala boa, cheia de amor e de surpresas...
Como disse antes, quero arrumar as malas, daqui pra frente, só pra o que me faz feliz.
No momento, as malas estão aqui quietinhas, na cama, abertas, esperando a próxima aventura.
Sendo assim, vou terminar com um trecho de uma música que amo de Nando Reis, que amo




Somos se pudermos ser ainda
Fomos donos do que hoje não há mais.
Houve o que houve é o que escondem em vão,
Os pensamentos que preferem calar,
Se não, irá nos ferir um não -
Mas quem não quer dizer tchau.
A gente não percebe o amor
Que se perde aos poucos sem virar carinho.
Guardar lá dentro amor não impede,
Que ele empedre mesmo crendo-se infinito.
Tornar o amor real é expulsá-lo de você,
Prá que ele possa ser de alguém!

sexta-feira, julho 17, 2009

danada


Uma taça de vinho um coração com defeito de fábrica muita corrida pouca cerveja variados livros e intempestivas lutas contra minhas vontades num momento olho pela janela e vejo a lua no outro estou nua e ainda assim não sei quem sou.

quinta-feira, julho 16, 2009

abraçandome


É um estardalhaço
Essa confusão de laços

E lados.

Acabo me dando um abraço

Sem esperar que seja retribuído por mim.

quarta-feira, maio 27, 2009

Lamento



Boa é a brisa
que vem mansamente
e passa devagar.
Pena que minha vida
tem sido só furacões.

terça-feira, maio 19, 2009

Catarse


Não vou ligar.
Se eu chorar
Como o mar.
É simples:
Trans-for-MAR.