quinta-feira, novembro 20, 2008

O que me importa?

O que me importa agora
É seguir meu caminho torto.
Enterrar as palavras mortas.
Enxugar lágrimas postas.

O que realmente me interessa
No momento
É que o tempo cuide da sua sina.
O dia amanheça com sol a pino.
E o mesmo se entregue ao descanso no fim.

Que hajam luas cheias
Sóis quentes
Chuvas torrenciais
Ventos arrebatadores.

Que a sorte esteja do meu lado.
Que eu me sinta bem.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Peço perdão pra descansar...


Num sono vago e profundo
Sigo o sinal de Morfeu ou não.
Desintegro-me e volto às raízes.
Me perco diante da vastidão e do emaranhado de conclusões.
Quero dormir durante um tempo bom e suficiente.
Quero me ver livre dessa confusão, por ora.
Amanhã é outro dia.
Preciso descansar.

terça-feira, outubro 21, 2008

Palavras de Cartola


Amanhã
A tristeza vai transformar-se em alegria,
E o sol vai brilhar no céu de um novo dia,
Vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade,
Peito aberto,
Cara ao sol da felicidade.
E no canto de amor assim,
Sempre vão surgir em mim, novas fantasias,
Sinto vibrando no ar,
E sei que não é vã, a cor da esperança,
A esperança do amanhã.
PAZ! Porque CHEGA de tanta violência!

quinta-feira, outubro 16, 2008

O que não tem fim


Dentre tantas coisas finitas
Uma há que não se acaba.
Aquela coisa que mata a gente
Que destrói e não sobra mais nada.
A não ser um cansaço imenso
De uma vida tantas vezes carregada
Há um vazio preenchido por um lamento
Contornado por uma voz quase engasgada.
Esse soneto é só pra aliviar um pouco a dor
De quem tantas vezes tentou disso se livrar.
Se é um soneto isso, tampouco sei.
Sei que a dor é grande e não vou suportar.
Tanto faz o que pensem, pensam ou vão pensar.
Aquela estrada está vazia mas pronta pro meu caminhar.
Onde me levará não sei e procuro não imaginar.
Aqui é que não dá mais pra ficar.
Sei agora que isso jamais será um soneto
É apenas a bandeira da paz
Da trégua que peço
Do som do meu berro.
Dos meus passos firmes.
Da minha força nas mãos.
Do choro na minha cara.
Mas da fé que trago aqui dentro.
Dos traumas dispertos.
Traumas que, como um gigante adormecido, acordou.
Uma merda.
Mas agora vou-me embora pra Parságada
Pois lá, DEVO ser amiga do Rei.
Lá todo mundo é igual.
Todo mundo é REI.
As rimas se perderam agora.
Como se perderam de mim todas as coisas em que eu acreditei.
Me iludi.
Só me resta caminhar pra bem longe
E levar os melhores comigo.
E o que me mata deixar bem pra trás
Vou...
Caminhando e cantando.


terça-feira, outubro 14, 2008

Num táxi na zona Sul...


Nem sempre é fácil. Viagem. Estresses. Medos. Decepção. Tristeza. Cansaço. Lágrimas. Desânimo. Amigos. Cerveja. Música. Dança. Risadas. Gargalhadas. Um pouco do vício. Recaída. Caída. Medo. Independência. Atitude. Sozinha. Destino final.

E no meio de todas essas coisas, num dia só acontecendo, eu me virei pra todos os lados e vi que não tinha ninguém além de mim.
Não posso contar com ninguém.
Amores tantos. E, mesmo assim, estou só nisso.
Expectativas criadas sempre com frustrações no fim.
Erros que, infelizmente, não são aprendidos.
Aprendizagem forçada.
É agora ou nunca.
Cansei de ser boazinha.
Cansei de ser a que sempre se importa.
A que sempre procura.
Que me achem.
Ou não me achem!
Sumam daqui!
Se for pra não ligar, nem venham!
Pelo menos comigo eu sei me virar...
E no início da manhã
Um taxista nordestino ouve meus lamentos.
E ainda ganho pela corrida...


É nas grandes cidades que as pessoas se tornam pequenas.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Ando meio cansada


Onde tudo que antes, era vago
Agora está tudo tão real.
Finjo que não percebi o que agora meus sentidos vêem.
Mas fugir de si mesmo não é uma boa decisão.
Ando meio cansada
Pois tudo fica fácil e difícil
Enquanto eu caminho na direção do desconhecido de mim e de todos.
Me cansa ver que os dias se repetem
E que a cada novo dia
O conteúdo é velho
É igual
Me sinto cansada
Pois na ânsia de começar de novo
Eu acabo dando alguns passinhos
pra trás
E, assim
Caindo e levantando
Minha caminhada se torna cansativa
A cada novo dia.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Martha é de Morte


Saudade é não saber.
Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber.
Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Reflexo


Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro.
Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.
Nietzsche

segunda-feira, setembro 22, 2008

Presságio


Num sonho nublado
A imagem do esperado.
Será de verdade?Será?
Nele, foi real.
Eu senti.
Está perto.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Totalmente novo


Nem sempre o que está escondido por trás da fechadura
quando a gente olha, nos agrada.
Ás vezes, há um sentimento enterrado
Ou um por nascer.
Mas damos as costas...
é um gesto simples e inútil.
Se arrasta ao nosso lado tudo aquilo que já não nos pertence.
Que não nos acolhe.
Há quem diga que o que passa, passa.
Eu digo que fica.
Transformado sim.
Que seja.
Porém mais brilhante e enigmático.
São lições de um tempo.
Aprendidas.
Apreendidas.
Virando a cabeça
Me encontro de novo.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Percebi


De tanto insistir
Persistir e
Investir...
Desisti.
A faca, de tanto levar porrada,
Se virou contra mim.
Num ímpeto,
Me lancei de volta
Os gumes estavam intactos.
Mas só a minha mão sangrava.

domingo, setembro 14, 2008

Presente



Me largo.
No lago ao lado do seu.
Não possuo fontes nem rios.
Não vejo paisagens nem mensagens.
Não creio em mim nem em ti.
Sou o que quiser que seja.
Sou o que quero ser.
E sempre serei.
Mesmo que seus olhos me condenem.
Mesmo que sua boca me devore.
Mesmo que suas mãos tentem, em vão, me agarrar.
Sou o que sempre quis ser.
Apesar das limitações.
Das imitações.
Distorções.
Acho que me achei
Sem ter me procurado.
Te dou um recado:
Agora me deixe.
Eu sou.

terça-feira, setembro 02, 2008

É


No meu mundo mudo e desnudo
Tento de tudo para deixar de ser sempre nulo.
Apesar dos abismos escuros e escusos
Os espasmos não são mais sonoros que soluços.
As garras agarram a rocha crua e dura
Mas os braços se dilaceram num abraço escasso.
Eternidade...

sexta-feira, agosto 29, 2008

Amor,oras!

Faca oxidada contra a polpa verde,
é roxo o amor.
De amoras, não.
De dor.
Adélia Prado



"Não quero faca, nem queijo. Quero a fome"

domingo, agosto 24, 2008

Os olhos


E cansado
deito sobre a terra macia
meu olhar que não se desvia.
Mas devia.

terça-feira, agosto 19, 2008

Ha ha ha


E hoje começa o melhor
programa de
humor do Brasil

domingo, agosto 17, 2008

(Muda)nça


A casa, antes invisível, agora é enorme.
Muitos saltos. Muitos passos.
Da porta da frente até o porão, algumas lágrimas são deixadas no piso já um pouco gasto, porém firme.
A música agora toca de manhã.
Por dentro continua um pouco frio, um pouco quente.
As palavras são ditas.
Os olhares são desviados.
O coração já não bate mais em perfeita harmonia.
Harmoniosamente ele se separa, se parte, se quebra.
Os cacos?
Guardo.
Comigo.
Um dia, quem sabe, servirão pra alguma coisa.
Ou pra coisa alguma.
Agora eu respiro melhor.
Eu sinto o ar.
Não digo que não me entristeço.
Sim.
Estou triste.
Mas estou aliviada.
Não há mudança sem um pouco de dor.
Mas as passadas são largas e são firmes.
Está tudo do jeito de sempre.
Só que o pensamento mudou.
Falo pra o novo.
Estou muda para o que não me faz melhor neste mundo.
Agora eu sei disso.

domingo, agosto 10, 2008

Descanso


Quando eu for,
um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
Mário Quintana

A inata prepotência


E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vidas dos insetos...

sexta-feira, agosto 01, 2008

Deixe



Amor, então,também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Leminski



Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo.